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Um pouco sobre nós

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O TDAH é compreendido, no âmbito da Rede, como um fenômeno complexo e multifatorial. Nesse contexto, as atividades desenvolvidas integram abordagens clínicas, epidemiológicas e biológicas, com ênfase na combinação de fenotipagem profunda, genômica em larga escala e caracterização detalhada do exposoma. Essa abordagem permite investigar não apenas fatores de risco isolados, mas sobretudo os mecanismos de suscetibilidade, da heterogeneidade clínica e dos desfechos de longo prazo.

A Rede de Pesquisa TDAH Brasil constitui uma iniciativa colaborativa multicêntrica que reúne pesquisadores, clínicos e instituições de diferentes regiões do país com o objetivo de avançar de forma integrada a compreensão científica do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e de outros transtornos do neurodesenvolvimento ao longo da vida. Estruturada a partir de uma perspectiva translacional, a Rede busca conectar investigação básica, pesquisa clínica e aplicação em saúde, estabelecendo um ambiente de colaboração contínua entre diferentes áreas do conhecimento.

Visão da Rede

Infraestrutura

A infraestrutura da Rede, de caráter multicêntrico e em constante expansão, já possibilitou o recrutamento de quase 10 mil participantes distribuídos em diferentes contextos socioculturais do Brasil. Essa característica representa um dos principais diferenciais do nosso foco de pesquisa, uma vez que a população brasileira, altamente diversa do ponto de vista genético e ambiental, oferece uma oportunidade única para o estudo de transtornos neuropsiquiátricos sob uma perspectiva mais abrangente e representativa. Nesse sentido, a Rede se posiciona estrategicamente na fronteira da pesquisa internacional, contribuindo para reduzir lacunas históricas relacionadas à sub-representação de populações diversas em estudos biológicos e clínicos.

Formação

Para além da produção científica, a Rede de Pesquisa TDAH Brasil assume um compromisso estruturante com a formação de pessoas altamente qualificados, com o fortalecimento de colaborações nacionais e internacionais e com a tradução do conhecimento científico para a sociedade. Esse compromisso se materializa tanto na capacitação de estudantes e profissionais quanto na produção de evidências que possam informar práticas clínicas mais precisas e políticas públicas mais eficazes. Dessa forma, a Rede configura-se não apenas como um grupo de projetos de pesquisa, mas como uma plataforma integrada de articulação entre ciência, clínica e sociedade, com potencial de impacto em múltiplos níveis.

Coordenadores

A governança da Rede é organizada de modo a refletir essa integração entre diferentes expertises. A coordenação geral é exercida pelo Prof. Dr. Diego Luiz Rovaris, no Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), sendo responsável pela articulação científica e estratégica do grupo. A coordenação clínica está sob responsabilidade do Prof. Dr. Eugênio Horácio Grevet, vinculado ao Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), garantindo a padronização e a qualidade dos processos diagnósticos. A direção científica é conduzida pelo Prof. Dr. Claiton Henrique Dotto Bau, do Departamento de Genética do Instituto de Biociências da UFRGS, com foco na integração das abordagens biológicas e na consolidação das análises em larga escala.

Estrutura Institucional

A Rede de Pesquisa TDAH Brasil é sustentada por uma estrutura institucional ampla e articulada, que integra universidades, hospitais universitários, laboratórios de pesquisa e programas de pós-graduação com expertises complementares. Essa organização permite a conexão entre diferentes níveis de análise - do molecular ao clínico - e sustenta a natureza translacional das investigações conduzidas no âmbito da Rede.

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Universidades Parceiras

Participam atualmente da Rede as seguintes instituições de ensino e pesquisa, distribuídas em diferentes regiões do país:

  • Universidade de São Paulo (USP) 

  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) 

  • Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) 

  • Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) 

  • Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Laboratórios
 

No interior dessas instituições, a Rede se estrutura a partir de laboratórios e núcleos de pesquisa que desempenham papéis complementares na geração e análise de dados. Destacam-se, nesse contexto, iniciativas com forte atuação em genômica, neurodesenvolvimento e psiquiatria translacional:

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  • Laboratório de Genômica Fisiológica do Neurodesenvolvimento (PhysioGen Lab – ICB-USP), coordenado pelo Prof. Diego Luiz Rovaris 

  • Laboratório de Genética Psiquiátrica (PsychGen Lab – IB-UFRGS), coordenado pelo Prof. Claiton Henrique Dotto Bau 

  • Laboratório do Programa de Psiquiatria do Desenvolvimento (HCPA-UFRGS), também vinculado ao Prof. Claiton Bau 

  • Laboratório de Genética do Desenvolvimento (IB-USP), sob coordenação da Profa. Maria Rita Passos-Bueno 

Programas Especializados
 

A interface clínica da Rede é igualmente estruturada em programas especializados que garantem o recrutamento, a avaliação e o acompanhamento longitudinal dos participantes, permitindo a integração entre pesquisa e prática assistencial. Entre os principais núcleos clínicos, destacam-se:

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  • Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade (ProDAH – HCPA-UFRGS), coordenado pelos Profs. Eugênio Grevet e Claiton Bau 

  • Programa de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade em Adultos (PRODATH – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP), coordenado pelo Prof. Mário Louzã 

  • Núcleo de Ensino e Pesquisa em Envelhecimento Cerebral (NUDEC – UNIFESP), coordenado pelo Dr. Gustavo Melo de Andrade Lima 

Programas de Pós Graduação
 

A Rede também mantém forte articulação com programas de pós-graduação, que desempenham papel central na formação de pessoas e na sustentação científica das atividades. Essa integração permite a incorporação contínua de estudantes e pesquisadores em diferentes níveis de formação, fortalecendo a capacidade analítica e produtiva do grupo. Entre os programas associados, destacam-se:

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  • Programa de Pós-Graduação em Biologia Funcional e Molecular (PPGBFM – ICB-USP) 

  • Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM – IB-UFRGS) 

  • Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Ciências do Comportamento (PPGPsiq – FM-UFRGS) 

  • Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (PPG Biologia Genética – IB-USP) 

  • Programa de Pós-Graduação em Biociências (PPGBio – UFCSPA) 

  • Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS – UFCSPA) 

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